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O que sei da história

por FILGUEIRAS, Philomena. 1990
Aqui deixo tudo que pude pesquisar sobre a origem da família Filgueiras, e passo a dar as notícias; Mais de uma vez ouvi de meu pai que os Filgueiras no Brasil descendem todos de três irmãos portugueses que vieram para o Brasil, em data que ele não sabia; aqui se separaram: um foi para o norte, outro se localizou nas Minas Gerais, do qual descendem os Gonçalves Filgueiras de Leopoldina (veja no mapa), e outro foi para o sul. De quem obteve essas informações nunca lhe ouvi dizer: de seu pai, de seus tios, de seus avós? Nunca soube; fica aí a interrogação. O certo é que há muitos Filgueiras espalhados por todo o Brasil.

Do irmão que foi para o norte

Um dos constituintes da 1ª constituição brasileira foi o baiano Leovigildo Filgueiras, que tem seu nome perpetuado numa das ruas de Salvador. E há muitos Filgueiras da Bahia no Maranhão, principalmente em Pernambuco e Ceará. Neste, na cidade de Barbalha, informou-me um sobrinho que lá esteve, ser grande o número de famílias assinam Filgueiras. Li em páginas da Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, notícia de um Filgueiras de grande projeção social e política, nascido na Bahia e que viveu desde os quatro anos de idade no Cariri, perto de Barbalha, o qual teve participação importante na história política do Nordeste a partir de 1817; teve papel destacado na lista da independência do Ceará, Piauí e Maranhão. Chefiando o movimento, se deslocava do Ceará, passando pelo Piauí e já se achava no Maranhão, próximo a Caxias, quando recebeu carta de D. Pedro I, datada de 16 de abril de 1823, encarregando-o de reunir força e marchar para o Maranhão a fim de libertar a província do jugo opressor. Em Caxias, último reduto das forças aliadas à coroa portuguesa, rendeu-se ao exército independente, chefiado por José Pereira Filgueiras, que muito contribuiu para a independência do Maranhão, melhor dizendo, conseguiu colocar o Maranhão na comunhão do Império, restando a Cochrane apenas a formalidade da proclamação da Independência na Capital. Diz o historiador Oliveira Lima que o título de Marquês dado a Cochrane mais justamente competiria ao Capitão-mor Filgueiras. Este era tido por cearense, pois viveu no Ceará desde os quatro anos de idade, mas na verdade era baiano; pois nasceu em Campos da Cachoeira, freguesia de Nossa Senhora da Oliveira. No Ceará, viveu no Cariri, na proximidade de Barbalha, nos sítios de Santana e São Pedro, ou São Paulo, creio. Em Crato, Ceará, ficou sua família após seu falecimento, e aí está sua estátua.
Narra esta mesma revista já citada que "esse grande herói da guerra da independência do Nordeste, pelo prestígio que alcançou, foi convidado pelo Presidente da Confederação do Equador - Manoel de Carvalho Pais de Andrade - a ir em socorro de Pernambuco. Tendo fracassado a Confederação de Pernambuco "José Pereira Filgueiras capitulou em Exu, em 8 de novembro de 1824. Preso, ia sendo levado para o Rio, através do Rio S. Francisco, quando, afirmam vários historiadores, morreu de febre palustre, em São Romão, localidade ao norte de Minas Gerais (veja no mapa), á margem do São Francisco. Mas continua o professor Waldemar de Almeida Barbosa que assina estas notícias na citada revista: "oficialmente José Pereira Filgueiras morreu de febre palustre, no São Francisco", mas a verdade é outra, embora não registrada até hoje por nenhum autor: José Pereira Filgueiras escapulira da escolta que o conduzia e desapareceu pelos sertões do norte de Minas, com seu filho Joaquim, estabelecendo-se ao norte de Minas, onde se tornara proprietário da Fazenda Perdigão, que deu seu nome ao atual município desse nome. Antes se denominava Saúde, mudado para Perdigão pelo decreto-lei número 158, de 31 de dezembro de 1943. Compreende-se a razão de terem os soldados da escolta não confessado a fuga, preferindo dá-lo por morto".
Seguindo a notícia dada pelo professor Waldemar de Almeida Barbosa, que o dá como trisavô do ministro Francisco Campos, "sucedeu a José Pereira Filgueiras na direção da Fazenda Perdigão o seu filho Joaquim Alves Filgueiras, que se casou com D. Maria Carolina Milagres (bisavós do ministro Francisco Campos).
Este casal teve dois filhos, ambos nascidos na Fazenda: Francisco Alves Filgueiras Campos e Antônio Alves Filgueiras Campos. Este fixou-se em Pitangui, diz Waldemar de Almeida Barbosa, e foi o formador e proprietário da Fazenda do Engenho, a uns quatro quilômetros de Pitangui e "aí se tornou um dos líderes do Partido Conservador"; o primeiro, Francisco Alves Filgueiras Campos, permaneceu na Fazenda Perdigão, casou-se com D. Balbina Álvares de Sousa e Silva, e foram os avós maternos do ministro Francisco Campos. O casal teve uma única filha - Azejúlia (apelidada por Julica), que se casou com o Dr. Jacinto Álvares da Silva Campos, 2º juiz de direito de Dores do Indaiá. Estes foram os pais do ministro Francisco Campos, do qual o nome completo é Francisco Luís da Silva Campos e eram seus irmãos: Francisco de Sousa Campos, Alice de Sousa Campos, Francisco José da Silva Campos, Jacinto Álvares da Silva Campos, Maria Ismênia da Silva Campos, José Álvares da Silva Campos, Mário Álvares da Silva Campos, Odete Álvares da Silva Campos, Alberto Álvares da Silva Campos. Todos são Filgueiras pela linhagem materna, pois sua mãe - D. Azejúlia, apelidada de Julica - era filha de Francisco Alves Filgueiras Campos. Informa ainda o professor Waldemar de Almeida Barbosa que o avô materno do ministro Francisco Campos morreu no Maranhão, onde fora talvez contactar membros da família de seu avô José Pereira Filgueiras. Sendo homem de muitas posses, muito rico, para empreender esta longa viagem, uma aventura àquela época, registrou seu testamento, e foi o seu testamenteiro seu irmão Antônio Alves Filgueiras Campos, e que também criou sua filha Julica, esta que veio a ser mãe do ministro Francisco Campos.
Antônio Alves Filgueiras Campos, como já se disse, o 2° irmão de Francisco Alves Filgueiras Campos, netos de José Pereira Filgueiras, não ficou em Perdigão; mudou-se para as proximidades de Pitangui, e veio a ser o proprietário da Fazenda do Engenho, a uns 4 km. de Pitangui, "onde se tornou um dos líderes do Partido Conservador". Sua figura é descrita pelo Dr. Agenor Lopes Cançado Filho "como um aristocrata, um fidalgo, impecável no seu terno de linho, na desenvoltura do porte, na elegância de sua figura varonil". E ainda acrescentou: "A vida de Antônio Alves Filgueiras reclama maiores detalhes, talvez um livro, que eu me proponho a escrever, se para tanto me sobrar alguma folga". (Texto transcrito da Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerias, assinado pelo Prof. Waldemar de Almeida Barbosa). E continua o texto: "São muitos os descendentes dos Filgueiras existentes em Pitangui e espalhados por toda a Minas Gerais, como, por exemplo o Dr. José Caetano Machado, professor na Faculdade de Medicina da UFMG, bisneto de Antônio Alves Filgueiras Campos, o professor José Filgueiras Sobrinho, neto do mesmo Antônio, residente em Perdões".
Segundo informação de Jane, uma descendente dos Filgueiras de Pitangui, que fiquei conhecendo em Ipatinga, Minas Gerais, parece-me que este citado professor na Revista citada é sobrinho do Eng.º Agrônomo José Alves Filgueiras, de quem ela me disse em agosto de 87, data de nossa conversa, que ele foi professor nos colégios Gramon e Grambery, estava com 98 anos, residia agora em Perdões, pai do Dr. Walbert, médico que dirige um hospital em Campo Belo e do Dr. Herbert juiz de direito. Jane o dá como filho de Antônio Alves Filgueiras, logo neto de Joaquim Alves Filgueiras e bisneto de José Pereira Filgueiras, o capitão-mor que viveu no Ceará, grande figura nas lutas da independência do Nordeste e que, por motivos políticos, vinha preso para o Rio, através do rio São Francisco, e em fuga se embrenhou pelos sertões do norte de Minas Gerais. Outra notícia de Jane para conferir: o Dr. José Caetano Machado, citado na revista como professor na Faculdade de Medicina da UFMG, não será o médico cancerologista citado por Jane? Desta ouvi citações de muitos Filgueiras, coincidindo com as citações do Dr. José Caetano Cançado em sua entrevista. Por exemplo ambos citaram Antônio Alves Filgueiras Campos como o 1º dono da Fazenda do Engenho, acrescentando o Dr. José Caetano Cançado que ele era seu bisavô materno, e diz que os Filgueiras tinham vindo do Norte, não sabia se de Sergipe ou de Alagoas, ou ainda do Ceará. Diz também que seu bisavô tinha um irmão e comerciavam muito com a Bahia, eram escravagistas, portanto poderosos, tinham dinheiro para comprar escravos para usá-los nas suas fazendas. A Fazenda do Engenho de seu bisavô, que ele conhece e existe até hoje, era a maior produtora de café de Minas. Numa de suas viagens à Bahia em que foram os dois irmãos comprar escravos, o irmão de seu bisavô morreu. Na sua entrevista ele dá a este tio bisavô o nome de João, mas na citada Revista é Francisco, como já citamos nestas notas. A lista dos nomes citados por Jane e pelo Dr. José Caetano Cançado é extensa e são os Filgueiras localizados em Belo Horizonte, Pitangui (veja no mapa), Perdigão, Dores do Indaiá, Lavras, Campo Belo, Perdões, e ambos citaram no Rio "o Dr. José Alves Filgueiras, médico de grande nome, tendo sido também Diretor do Teatro Municipal, homem de muita cultura e importância que deixou no Rio de Janeiro (veja no mapa) uma descendência muito brilhante: seu filho Kleber Filgueiras era médico oftalmologista e trabalhou com o Dr. Moura Brasil". Há no Rio, bairro do Riachuelo, uma rua com o nome Filgueiras Lima, e o Dr. José Caetano Cançado, em sua entrevista, menciona: "Lá no Ceará tem Filgueiras Lima, que são importantíssimos, deputados, etc.". De tudo que ouvi e li, concluo que os Filgueiras citados sejam descendentes do Filgueiras português que se dirigiu para o Norte do país. Tenho notícias também de um médico Filgueiras no Recife, que tem uma filha estudiosa da origem da família Filgueiras, e já possui boa matéria no assunto.
(veja também: Outras origens dos ramos do norte)

Do irmão que foi para a província de Minas Gerais

Agora vejamos as notícias do Filgueiras que, segundo ouvi, rumou para o centro do país, localizando-se na província de Minas Gerais, do qual descendem os Gonçalves Filgueiras da região de Leopoldina.
Não me lembro de ouvir meu Pai ( Alfredo Gonçalves Filgueiras) falar no seu avô paterno; é certo que mencionava sempre seus tios paternos Antônio Gonçalves Filgueiras e Manoel Gonçalves Filgueiras, irmãos de seu pai Elias Gonçalves Filgueiras, todos da região da Leopoldina, tendo saído daí por ocasião da abolição da escravatura. Eram fazendeiros e a situação se lhes tornou difícil. O meu avô Elias Gonçalves Filgueiras se dirigiu para a região de Carangola (veja no mapa). Primeiramente foi administrador da Fazenda do Banco (qual Banco não sei) que ficava em São José da Pedra Dourada (veja no mapa), conhecida por Soca, região a distância mais ou menos igual de Tombos, Faria Lemos e Carangola. Daí foi administrar fazenda ao norte de Carangola e, para facilitar o estudo para os filhos veio residir na cidade de Carangola, onde foi agente do Correio local. Meu avô teve 2 matrimônios; do 1º ficaram-lhe 3 filhos:
Do 2º matrimônio eram:
Todos os irmãos assinavam Gonçalves Filgueiras.
O meu tio-avô Antônio Gonçalves Filgueiras faleceu em viagem em Bom Jesus do Itabapoana - RJ (veja no mapa), deixando a família em Tebas de Leopoldina (veja no mapa), vindo eu a conhecer em Faria Lemos sua viúva - tia Teófila - e seus filhos: Floripes, Clotilde, Hercília, Ataliba e Pautílio; Lafaiete havia falecido, Antonico, era casado com Leonor estava morando no Caparaó (veja no mapa) e Herculano lá para os lados de Mutum; das moças citadas havia mais a Mariquinha (maiores informações sobre os descendentes de Antônio Gonçalves Filgueiras no texto "Família do Papai").
O outro meu tio-avô Manoel Gonçalves Filgueiras, saindo de Leopoldina (veja no mapa) veio localizar-se em Porto Novo do Cunha; hoje Além Paraíba (veja no mapa), onde era cultivador de café, dono da Fazenda Estrela. Eram seus filhos: Cristiano Gonçalves Filgueiras, Alfredo Gonçalves Filgueiras, Virgílio Gonçalves Filgueiras, Adamastor Gonçalves Filgueiras, Alcides Gonçalves Filgueiras, Sinval Gonçalves Filgueiras, Maria do Rosário (Mariquinha e Cocota), Corina (Lina), Azulina (Nenê), Hercília (Cilica) e Sofia. Esta completou dia 13 de maio de 1990, cento e dois anos, pois, segundo a mesma em entrevista a uma repórter do Jornal Estado de Minas, na 1ª semana de maio de 1988, disse ter nascido às 9 h. da manhã do dia 13 de maio de 1888, data da assinatura da Lei Áurea. Está com pouca vista, mas bem de memória e mora com a filha Yolanda em Belo Horizonte, bairro de Santa Teresa, Rua Dores do Indaiá (maiores informações sobre os descendentes de Manoel Gonçalves Filgueiras no texto "Família do Papai").
Notemos que os homens descendentes dos 3 irmãos que saíram da região de Leopoldina assinam Gonçalves Filgueiras.

Do irmão que foi para o sul

Do 3º irmão português de que ouvi ter rumado para o sul, não tenho qualquer notícia. (No dia 08/09/91 ouvi em casa do Antônio Filgueiras, neto da tia Teófila, que reside em Piratininga, que este que foi para o Sul localizou-se em Santa Catarina).
(veja também: O ramo do sul)
NOTA: Dou aqui por terminadas as notícias que tenho dos Filgueiras quanto à sua origem e ramificação no Brasil.



por FILGUEIRAS, Philomena.
Rio de Janeiro, 21 de junho de 1990



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